Hajime no Ippo Amor além dos Ringues

Gregory S.
De
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Hajime no Ippo é, sem dúvida, um dos animes/mangás mais incríveis que já acompanhei. Mesmo tendo dado uma chance curta no início, acabou se tornando minha segunda obra favorita. É uma história única, que vai além dos combates e consegue fisgar muita gente que se deixa levar por esse universo.


Minha primeira experiência com a obra foi aos 16 anos, quando ouvia falar de um anime de boxe. Naquela época, eu tinha uma visão diferente sobre animes sem “poderes”. Mesmo assim, resolvi dar uma chance e assisti aos primeiros 25 episódios. Acabei não continuando e deixei a série de lado por quase nove anos.


Em 2022, já mais maduro, decidi revisitar — e dessa vez a conexão foi imediata. Devorei as três temporadas em cerca de um mês e, logo depois, mergulhei no mangá, que já ultrapassava os 1400 capítulos. Cada capítulo aumentava ainda mais minha ansiedade pelo próximo.


Criado por George Morikawa, o mangá é publicado desde 1989 e se tornou um dos mais longevos e vendidos da história, com mais de 100 milhões de cópias em circulação. A obra acompanha Ippo Makunouchi, um jovem tímido que sofre bullying e encontra no boxe um propósito — e uma forma de entender o que significa ser forte.


A história começa quando Ippo é salvo por Mamoru Takamura, um boxeador profissional, que o leva ao ginásio Kamogawa. A partir daí, começa uma jornada de evolução, esforço e superação que vai muito além do esporte.


O que mais me cativou foi justamente essa simplicidade. Não existem poderes, mas cada luta é construída com tanta tensão e emoção que você se sente dentro do ringue. E não é só o Ippo — personagens como Ichiro Miyata, Sendo, Volg e tantos outros têm histórias profundas e marcantes, fazendo você se apegar a praticamente todo mundo.

Outro ponto absurdo da obra é o desenvolvimento. Ao longo de décadas de publicação, todos têm seu momento de brilhar. Até os antagonistas recebem camadas e motivações, algo raro até mesmo em grandes shonens.


Hajime no Ippo também teve adaptações em anime, começando em 2000 pelo estúdio Madhouse, com continuações ao longo dos anos Mas, mesmo assim, o mangá segue sendo a forma mais completa de acompanhar essa jornada.


Pra mim, essa obra foi mais do que entretenimento. Ela foi uma luz em um período difícil da minha vida. Ippo me ensinou a continuar mesmo quando tudo parece dar errado — que cair faz parte, mas levantar é escolha. Que o fracasso ensina, e que recomeçar sempre é possível.


E claro, não dá pra esquecer do humor — que equilibra perfeitamente os momentos pesados e garante boas risadas.


Hajime no Ippo é aquele tipo de obra que talvez não tenha o mesmo reconhecimento de outros gigantes, mas merece estar entre os maiores. Pela sua consistência, pelo coração e pela forma como transforma algo simples em algo inesquecível.


Se você nunca deu uma chance, fica aqui minha recomendação: assista, leia, mergulhe. Não é só sobre boxe — é sobre vida.


Nota: 10/10

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