A adaptação em live-action de One Piece segue um caminho diferente do que muitos fãs imaginavam. De acordo com os produtores, a série foi desenvolvida com base direta no mangá original, deixando o anime em segundo plano durante o processo criativo.
Segundo a equipe, a decisão foi tomada para preservar ao máximo a essência da obra criada por Eiichiro Oda. A ideia principal é evitar o que eles consideram uma “adaptação de outra adaptação”, focando diretamente no material original publicado nos quadrinhos.
Os produtores explicam que utilizar o anime como referência poderia limitar a criatividade da produção, já que ele já apresenta uma versão animada e interpretada da história. Ao partir do mangá, a equipe ganha mais liberdade para reinventar cenas e trazer uma nova abordagem ao live-action.
Outro ponto levantado é que o anime, por já ser uma mídia em movimento, poderia influenciar diretamente as atuações. Inclusive, durante os testes de elenco, alguns atores foram orientados a não assistir ao anime, justamente para evitar interpretações que imitassem versões já conhecidas dos personagens.
Além disso, foi revelado que o estúdio responsável pela série possui os direitos apenas do mangá, o que também contribuiu para que o anime não fosse utilizado como base oficial no desenvolvimento.
Apesar disso, a produção não ignora completamente a animação. Os criadores afirmam que existem pequenas referências e homenagens ao anime ao longo da série, mas reforçam que o foco principal sempre foi adaptar a obra original da forma mais fiel possível.
Com essa abordagem, o live-action busca se consolidar como uma interpretação própria de One Piece, equilibrando fidelidade ao mangá com liberdade criativa para um novo formato.

