Um trecho específico do relatório mais recente da Square Enix, referente ao encerramento de seu ano fiscal em março de 2026, chamou a atenção do público e da imprensa especializada. No documento, a empresa afirma que “progressos consideráveis estão sendo feitos para estabelecer uma estrutura que torne possível o lançamento regular de novos títulos para grandes propriedades intelectuais”.
A declaração pode indicar um posicionamento mais claro da softhouse japonesa, sugerindo até uma admissão indireta de que o intervalo entre lançamentos de sequências numeradas de suas principais franquias — como Final Fantasy e Dragon Quest — tem sido longo demais. Essa é uma crítica recorrente, inclusive entre produtores da própria empresa, especialmente ao abordarem o possível declínio de interesse de públicos mais jovens por algumas de suas marcas mais tradicionais.
Para se ter uma ideia, o intervalo entre Final Fantasy XV e Final Fantasy XVI foi de sete anos. Já Dragon Quest XII: The Flames of Fate acumula cerca de nove anos desde seu anúncio inicial, ainda sem uma data de lançamento definida.
Isso, no entanto, não significa um período de inatividade para essas séries. Nos próximos meses, estão previstas a chegada de Final Fantasy VII Rebirth ao Nintendo Switch 2 e aos consoles da linha Xbox Series X and Series S, além de novas expansões para os títulos online Dragon Quest X e Final Fantasy XIV.
Enquanto novidades sobre um possível Final Fantasy XVII ainda parecem distantes, há expectativa de que Dragon Quest XII: The Flames of Fate receba atualizações ainda este ano, possivelmente durante grandes eventos da indústria, como o Tokyo Game Show ou o The Game Awards.
