Critica Avatar O Último Mestre do Ar - Segunda Temporada

Gregory S.
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Recordo-me de que, há 2 anos, eu disse que a primeira temporada de Avatar: O Ultimo Mestre do Ar, como saldo final, não havia me agradado. Minha opinião se dava por conta de escolhas de direção, mudanças na história para encaixá-la no ritmo de uma série, mas que não foram muito bem pensadas, além da falta de magia e carisma por parte dos protagonistas.


Essa segunda temporada sofre do mesmo erro. Senti que os protagonistas continuam sem o carisma de seus personagens originais, embora agora tenham um pouco mais de liberdade, já que faz anos que os interpretam. A passagem inevitável do tempo acabou deixando nossos heróis mais maduros, algo que deveria ter sido melhor projetado pelos envolvidos, pois a parte boa da animação é vê-los crescendo a cada livro. Eu, particularmente, não consegui me cativar com o Aang; achei-o deslocado, com falta de carisma e com escolhas artísticas péssimas por parte dos diretores.


Outra coisa que eu acho que torna a série distante de captar a essência de seu material original é a ausência dos dois autores no projeto, que acabaram deixando o barco na primeira temporada, o que, ao meu ver, é primordial para uma boa adaptação em live-action.


Claro que nem tudo é ruim: as cenas de dobra melhoraram, assim como as batalhas. Vemos diversas novas acrobacias, efeitos mais polidos e um ótimo uso de CGI.


Como saldo final dessa temporada eu sinto que ela tenta ser mas se perde no meio do caminho, falta carisma, brilho e melhores escolhas da parte da direção, eu me senti vendo um material genérico e esquecível, diferente da série de One Piece que tem magia, tem vontade e que abraça o universo do mangá sem ter vergonha do seu universo caricato e cheio de galhofa.


Os 7 episódios da segunda temporada já estão disponíveis na Netflix.


Nota: 5/10


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